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  • Foto do escritorMaycon Lozano

Catastrofização

Duas pessoas que presenciam um mesmo fato podem ter percepções e entendimento totalmente diferentes a respeito do que vivenciaram, muito por conta de que nossa percepção de mundo está sempre suscetível ao nosso estado emocional e as nossas experiencias pregressas. Pessoas que catastrofizam tendem a exagerar as possibilidades negativas e subestimar as positivas, levando a um ciclo de pensamentos e emoções negativas que podem afetar a qualidade de vida. Essas pessoas cometem erros ao avaliar circunstancias e consequências, fazendo, muitas vezes, correlações que não existem ou tendo uma avaliação ruim das probabilidades e possibilidades envolvidas na tomada de decisão.

“A catastrofização é a forma exagerada de prever o futuro de forma negativa, ou seja, o indivíduo prevê determinada situação de forma negativa e com a ideia de que não irá suportar tal situação, por exemplo “eu vou sentir tanta dor, que não vou conseguir suportar”. ” (Rocha, 2013)

E, embora a primeira vista essa pessoa possa ser vista como mero pessimista, esse processo de catastrofização pode trazer grande sofrimento e impedir esse sujeito de encontrar ou manter relações saudáveis e prazerosas. Acredita-se que a catastrofização possa ser desencadeada por eventos estressantes ou traumáticos e pode ser mantida por padrões de pensamento automáticos, reações emocionais ou padrões de comportamento supersticioso.

O pensamento supersticioso é o nome dado a padrões comportamentais onde uma pessoa atribui uma relação causal entre eventos que não têm uma conexão lógica ou empírica. Isso ocorre quando uma pessoa acredita que um evento específico é a causa de um resultado, mesmo que a relação entre os dois seja casual e não causal. A psicologia comportamental sugere que o pensamento supersticioso pode ser explicado por um pareamento inadequado entre estímulos, ou em outras palavras, por uma associação indevida entre causa e efeito.

A terapia comportamental é uma abordagem comum para tratar a catastrofização, que envolve ajudar as pessoas a identificar e desafiar seus pensamentos disfuncionais, buscando estabelecer com o paciente uma análise funcional das situações e adequando a leitura que este faz do mundo. Buscando desenvolver estratégias para lidar com o estresse e a ansiedade de maneira mais eficaz enquanto aprender a lidar com a adequar suas expectativas e se abrir a vivencias e possibilidades que antes eram impensadas. Pode ser um processo desafiador, mas pode levar a uma melhoria significativa na qualidade de vida, bem-estar emocional e social.


Referencia: Rocha, A. S. R. M. (2013). Catastrofização da dor e percepção de doença em indivíduos com dor crónica (Doctoral dissertation, [sn]).

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